Acerca de mim


Porquê LOLA, FILOSOFIA: porque não?
O meu nome é Rosa Sousa....mas chamam-me Lola!
Desde que me conheço que sempre ouvi este pequeno nome de quatro letras. Porquê? O meu pai decidiu começar a chamar-me assim e eu nunca lhe perguntei porquê.
Um dia, sem saber como, os alunos começaram a referir-se a mim  como a “Professora LOLA”.
Há cerca de trinta anos que lecciono Filosofia. Tirei o curso na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, instituição a que voltei há seis anos atrás para tirar o mestrado em Filosofia de Educação com o tema “A Busca da Felicidade” em Octavi Fullat y Génis, tentando, de uma forma desafiante abrir caminhos ao tema/problema: Será possível educar para a Felicidade?
Se não fosse professora de Filosofia…não sei o que seria, hoje! Sentir-me-ía, por certo, muito mais pobre. Não que me veja incapaz de exercer qualquer outra tarefa profissional, mas porque me sinto a gosto com os alunos que me ajudam – através dos seus olhares e sentires - a fazer abordagens do real sempre diferentes e estimulantes.
Gosto da sala de aula! Aí…somente nesse espaço me sinto eu. Nem sempre a reflexão se aprofunda, nem sempre as ideias surgem claramente estruturadas – mas que importa? – há neles sorrisos de admiração pelo não conhecido ainda e, sobretudo, momentos de crítica tão necessários à formação de seres eticamente responsáveis.
Na Filosofia, adoro Kant! Se alguém desejou “O pequeno almoço com Sócrates” (Robert Rowland Smith, Lua de Papel, 2009 ) eu desejaria jantar com Kant. Sei que ele exigiria a minha pontualidade, prepararia a ementa, o lugar para eu me sentar, as conversas, os argumentos – tão previsivelmente certinho ele era! Mas acredito piamente que com este homem, celibatário ( “Les Philosophes et l’amour”, Aude Lancelin/ Marie Lemonnier, Plon, 2008),  de pequena estatura que “viveu para a Filosofia” o mundo foi e é olhado de forma mais prazerosa e mais desejavelmente justo do que, e por vezes, vai acontecendo.
Gosto, sobretudo em Kant, das suas “Reflexões sobre a Educação” (Librairie Philosophique j. Vrin, 2000), obra em que o autor afirma, a cito a título de exemplo: “ É uma coisa entusiasmante pensar que a natureza humana será melhor desenvolvida pela educação e que devemos dar a esta última uma forma que convém à humanidade. Isto abre-nos a uma perspectiva sobre o futuro da espécie humana mais feliz”.
Gosto da palavra SAUDADE, do SILÊNCIO e da EDUCAÇÃO como acontecimento ético. (Joan Charles Mèlich) .
Também eu acredito que a educação é erótica (Octavi Fullat y Génis,) pois a educação apela à procura, é mais um enamoramento e menos abundância ou saturação. Deus é ágape, amor fusional, plenitude, saciedade ou completude, a educação é importante quando é uma eterna aspiração ao melhor. Eros é desejo, estimula e incita, é arrebato que lança a existência humana para o alto, até ao ponto da sua específica perfeição.
Neste sentido, ou mais precisamente por causa disto, um dia destes, o Luís Pinto achou que o ideal para a partilha de informação seria a criação de um blogue! Abracei, de imediato a ideia! Nasceu, agora, com algumas insuficiências, incompletudes, incertezas…e desejos, muitos desejos de inovação contínua e continuada.
Faremos deste espaço pedaços de diálogo, de apoio e de partilha! Saibamos nós alimentá-lo com alegria e criatividade! E, caro, esteja eu à altura daquilo que todos vocês esperam de mim e, claro, da Filosofia.
 Porque não?